Seja bem-vindo
Rio de Janeiro,04/02/2026

  • A +
  • A -

CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria

agenciabrasil.ebc.com.br
CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria


Logo Agência Brasil

O alto nível da Taxa Selic - juros básicos da economia - foi o principal responsável pela estagnação da indústria no fim de 2025, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao comentar a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a entidade, o ciclo de juros altos, atualmente em 15% ao ano, encareceu o crédito e drenou o apetite dos consumidores. O cenário foi agravado por uma demanda interna insuficiente e pelo avanço das importações, que capturaram parte significativa do mercado brasileiro, sustenta a CNI.



Notícias relacionadas:

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, avalia como “enorme” o prejuízo causado pelos juros.


“O patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que segurou investimentos, e reduziu o apetite dos consumidores por produtos industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme. Em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, ressaltou Telles, em nota.  




Esse enfraquecimento, ressaltou o diretor da CNI, resultou em estoques acima do planejado e na queda de 0,2% na produção da indústria de transformação, que converte matérias-primas em bens de consumo.



A análise da confederação também alerta para a pressão externa: as compras de bens de consumo no exterior saltaram 15,6% no ano passado. Ao mesmo tempo em que a indústria nacional reduzia o ritmo, os produtos importados preenchiam as lacunas, dificultando qualquer tentativa de recuperação do empresariado local ao longo dos dois semestres de 2025.



Queda na confiança



Esse efeito conjunto impactou severamente o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado no fim de janeiro, que registrou o pior desempenho para o mês em dez anos. Com o indicador operando abaixo dos 50 pontos - linha que separa o otimismo do pessimismo - há 13 meses, a CNI diagnostica um quadro de falta de confiança persistente, o que paralisa investimentos essenciais para a modernização e expansão das fábricas brasileiras.



Para a CNI, sem uma mudança na política de juros e no estímulo à demanda interna, o crescimento deste ano está em risco. A entidade receia que a inércia produtiva e a baixa intenção de contratação se estendam, prejudicando não apenas a indústria de transformação, mas o desempenho de toda a economia nacional no curto prazo.



A pesquisa do IBGE confirmou a perda de fôlego do setor. A produção industrial fechou 2025 com um crescimento de apenas 0,6%, um resultado modesto se comparado à expansão de 3,1% registrada em 2024. O levantamento oficial detalha que a desaceleração ganhou força no segundo semestre, acompanhando justamente o aperto monetário.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.