Seja bem-vindo
Rio de Janeiro,04/02/2026

  • A +
  • A -

Andre Luiz Santiago Eleuterio

André Luiz Santiago Eleutério — A verdade dura sobre o vazio que você tenta preencher

Dependência Oculta Comando Interno Valor, Não Medo

Há um tipo de dor que não aparece de imediato. 

Ela não chega gritando. Ela vai entrando devagar, ocupando os espaços que ficaram vazios desde muito antes da vida adulta começar. É essa dor antiga que cria um buraco por dentro, e é desse buraco que nasce a dependência emocional.


A dependência nunca começa no relacionamento. Ela nasce no silêncio que alguém aprendeu a engolir. No olhar que não foi notado. Na criança que tentou ser forte cedo demais. 

É ali que o vazio se instala e, sem perceber, vira um hábito. Um hábito de ignorar o que falta e, ao mesmo tempo, procurar desesperadamente algo ou alguém para preencher.


Quando a presença de outra pessoa vira o chão, é porque algo lá dentro já havia desabado muito antes. 

O medo de perder, o pânico de ser insuficiente, a sensação de que sem o outro nada se sustenta… tudo isso não aparece do nada. É só o eco de um passado que nunca foi ouvido.


E esse eco cresce. Cresce até virar imploro. Cresce até virar apego. Cresce até transformar qualquer carinho em sobrevivência.

Mas nada disso é amor.

É carência antiga, vestida de urgência.


Quando alguém sente que precisa do outro para não desmoronar, é porque já está caído por dentro há muito tempo. O relacionamento só vira palco. O outro só vira muleta. 

E o coração passa a funcionar como um alarme disparando o dia todo, tentando segurar o que nunca deveria ter sido responsabilidade de ninguém.


Essa busca desesperada não tem a ver com romance. Tem a ver com ferida. Ferida de infância. Ferida de abandono. 

Ferida de invisibilidade. Ferida de alguém que aprendeu a sobreviver interpretando papéis, criando versões de si mesmo para ser aceito, desejado, escolhido.

Mas sustentar esse teatro cansa. E cansa fundo.


A mudança começa quando aquilo que está escondido é encarado de frente. Quando o comando interno  aquele que diz “você não é suficiente”  é questionado pela primeira vez. 

Quando a pessoa finalmente percebe que não precisa implorar por presença. Não precisa se ajoelhar por migalhas. Não precisa insistir em quem só oferece chão frágil.


Quando o comando muda, tudo muda.


O coração começa a escolher por valor, não por medo.

Começa a preferir o que fortalece, não o que prende.

Começa a entender que companhia não é cura e que afeto não é remendo.


É aqui que a hipnoterapia vira uma virada de chave. Não por magia. Não por discurso bonito. 

Mas porque ela não trata o teatro. Ela trata o que existe por trás do teatro. Ela vai nas raízes onde a dor foi criada. Ela limpa o vazio que ninguém viu. Ela reorganiza o silêncio que moldou tantos medos.


O que a hipnoterapia faz é devolver às mãos de alguém o comando que foi perdido.

E, quando o comando volta, o desespero perde força.

O apego perde voz.

A dependência se dissolve.


E, pela primeira vez, o coração respira.

De verdade.




COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.