Covid-19 avança em quatro estados, mas com baixo índice de internação

Boletim do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, aponta aumento de casos de Covid-19 no Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Paraíba. Porém, os números não causam grandes impactos em hospitalizações. O estudo se refere à semana epidemiológica de 17 a 23 de agosto e avalia que as notificações graves da doença continuam baixas no país.
No Amazonas, o avanço nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave de concentra nas crianças pequenas e é causado, em sua maioria, pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O estado é o único no país que ainda apresenta aumento pelo vírus sincicial.
No Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás, a alta nos registros ocorre principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade. Os dados laboratoriais indicam que esse quadro está sendo impulsionado pelo rinovírus.
De acordo com o boletim da Fiocruz, em diversos estados da região centro-sul, com destaque para São Paulo, o crescimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave ocorre, especificamente, na faixa etária de 2 a 14 anos. O mesmo se repete no Amapá e em alguns estados do Nordeste.
A pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella alerta que a vacina contra a covid-19 é a melhor forma de prevenir a doença e que o isolamento em caso de sintomas, deve ser feito.
"A gente pede, né, para caso esse grupo tenha algum sintoma de gripe ou resfriado, que se possível que eles fiquem em casa em isolamento e evitem ir para escola para evitar, né, transmitir algum desses vírus respiratórios para outras crianças. Mas se não for possível fazer esse isolamento, a gente pede para que a criança ou adolescente saia de casa usando uma boa máscara, especialmente durante o transporte público e também dentro da sala de aula, que são locais mais fechados, com menor circulação de ar, que facilita, né, a transmissão desses vírus respiratórios".
Só este ano, já foram notificados quase 164 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 53,5% com resultado laboratorial positivo para alguns vírus respiratórios; 34,7% negativos e ao menos 5,3% aguardando resultado laboratorial.
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